segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Internet na vida sacerdotal


A imagem projetada é a de um jovem casal que está se olhando. Ambos estão tristes, enquanto ela reclama que lhe falta atenção. Em seguida, ele coloca a mão sobre a dela e vira-a de um lado para o outro, de modo mecânico, para depois fazer “dois cliques” como único carinho… O público ri. Com este pequeno vídeo de motivação – também de constatação –, foi inaugurado no dia 28 de dezembro o seminário “internet na vida do presbítero”, organizado pelo Instituto de Terapia Cognitivo Interpessoal de Roma e o Pontifício Colégio Internacional “Mater Ecclesiae”.
Serão dois dias para estudar os benefícios e também os riscos do uso da internet na formação dos seminaristas, bem como na forma como se deve lidar com os “novos” pecados dos usuários, que fizeram da “rede” um espaço desordenado para a sua vida afetiva, laboral e moral.
De acordo com a Dra. Michela Pensavalli, psicóloga e psicoterapeuta, bem como professora universitária e coordenadora do Instituto promotor do evento, é muito importante que a pessoa – neste caso o seminarista –, analise e se responda se é ou não “dependente” da Internet . Ou seja, se consegue dominar as emoções e impulsos que os sites e as redes sociais geram, seja quando se está conectado, como também quando se deve passar longos períodos off line.
Para a especialista, o domínio e o equilíbrio é vital, porque em uma sociedade “Tecnolíquida”, segundo a definição recente do psiquiatra italiano, Tonino Cantelmi, os diversos dispositivos podem manter as pessoas em uma conectividade permanente, onde é difícil distinguir os limites ou o tempo passado, em detrimento de outros fins ou obrigações.
A teoria do “tudo e rápido”
Outro risco que o navegante moderno encontra, é a tendência a encurtar as coisas e evitar os encontros. Ou seja, se por uma mensagem de texto podemos explicar alguma coisa rapidamente, por que estender-se ou aprofundar? Ou pior ainda, se temos tantas plataformas de comunicação instantânea, para que encontrar-nos?
Também o usuário, na sua necessidade de estar conectado, pode perder a atenção do que as pessoas lhe falam, por exemplo, numa aula ou conferência, por estar pendente do modo rapidíssimo de como continuam a interagir os seus contatos e listas de interesses “lá fora”.
O fato de não poder se desconectar (switch off), já é um sinal de que deve ser observado… Porque nem hoje e nem no passado, foi possível estar num lugar e ao mesmo tempo em outro – fora –, não porque a internet não te deixe fazer isso, mas porque as normas básicas de convivência ou da vida comunitária te exigem. Mas para alguns – isso sim é de ontem e de hoje –, sua necessidade pessoal está por acima da dos demais, o que é um mau sinal…
O que mais oferece a Internet? Segundo a doutora Pensavalli, te oferece emoções – até mesmo fortes –, relações – não sem perigos – e te facilita as coisas para sair do “tédio”. Para outros, o tempo passa mais rápido conectando-se à rede, por tanto ajuda a evadir-se; enquanto que para um grupo de usuários é a porta entre o privado e o público, cuja chave se abre ou fecha de acordo com a conveniência ou a vontade.
Sobre isso, foi clara em advertir que, como emissor e dono das suas conexões de internet, o usuário se predispõe a evitar o que ele não gosta e a eleger só aquilo que não lhe chateia; assim como selecionar o que não lhe coloque tenso e nem lhe faça refletir muito. Ou seja, a ambivalência toma conta da pessoa, e assim quando se vivem as relações humanas, e diante de uma situação real de convivência, em que se exige mais da mesma pessoa, chega-se a acreditar que é hora de “desligar a conexão” e basta…
Amizades perigosas
Tudo na internet parece tão fácil e acessível, que o usuário começa a clicar onde não deveria se aproximar nem um pouquinho, ou a “aceitar” convites de amigos que não tem nem a menor ideia de quem sejam.
Na internet todo mundo é igual, pelo menos, naqueles locais de acesso público e gratuito. Mas nem todos somos o mesmo, foi outra ideia da doutora Michela Pensavalli, pois as redes fazem surgir na pessoa o seu lado mais narcisista, exibicionista e sem dúvida, o voyeurista.
Somos assim nas relações cotidianas, por assim dizer, física? Na verdade não, de modo que o uso compulsivo da rede (líquido, sem padrões ou limites), às vezes nos obriga a mudar de atitude para interagir, de tal forma que aparecem também tendências patológicas …
Só para citar os graus mais baixos de cada tendência – porque os mais altos são para correr deles –, pode-se identificar o narcisismo só no fato de colocar a “melhor foto” no perfil de uma rede social, tanto faz se é antiga ou que não esteja de acordo com a realidade atual (foto sem camisa clerical, sem a família, no exterior).
No caso de exibicionismo, aí estão as conquistas ou os comentários expressos sem medida, só pelo fato de que podemos também incluí-los nas nossas contas, independentemente de se os outros querem tanto bombardeio “made em mim mesmo”.
E uma terceira tendência comentada pela especialista – não menos grave, dependendo da pessoa – é o voyeurismo, ou essa antiga obsessão por olhar sem que nos vejam; ainda que hoje em dia, graças à Internet, pode-se fazer de modo consentido, falsificado ou pago sem controles. Ela  alertou para o alto consumo do chamado “cybersexo”, que de acordo com dados dos EUA, no mundo, consome-se 3.000 dólares de pornografia por segundo.
É necessário considerar, portanto, o risco que significa que uma pessoa possa ser o oposto a si mesma na rede, distanciando-se dos seus princípios, obrigações e faltando com a confiança dos superiores. Pois muitas vezes estes toleram o uso da internet com a esperança de que ajude para aprofundar no estudo, para combater a distância recebendo mensagens dos familiares e amigos de bem, ou para dar os “primeiros passos” de uma futura e urgente pastoral na rede.
Uma conclusão clara foi que o mundo atual do ciberespaço, é um mundo onde se pode viver, mas cuidando a qualidade do uso que se faz e não deixando-se dominar pelos impulsos que este gera. E, assim como ontem, não confundir nunca o instrumento com a mensagem…
Fonte: Zenit

sábado, 22 de dezembro de 2012

94 milhões acessam a internet no Brasil


94,2 milhões. Este é o número de pessoas com acesso à internet no Brasil, tendo como referência o terceiro trimestre de 2012 e de acordo com um estudo do Ibope Media. Pela primeira vez na história, o levantamento contabilizou também crianças e adolescentes de dois a 15 anos de idade com internet em casa, além de pessoas com 16 anos ou mais que podem navegar na web em qualquer ambiente. 
Tendo em vista a inclusão da faixa etária mais jovem, a pesquisa mostrou uma alta considerável ante os 85,3 milhões de internautas contabilizando apenas os maiores de 16 anos, também no terceiro trimestre deste ano. Mas o índice geral de usuários da web também cresceu. A marca de 85,3 milhões de usuários é 2,4% superior à medição do trimestre anterior e 8,8% maior na comparação com o terceiro quarto de 2011.
De acordo com o Ibope, a inclusão da nova faixa etária é proveniente de uma proposta do IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau Brasil), que defende uma compreensão mais abrangente do tamanho deste mercado.
Fonte: Signis Brasil

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A Comunicação nos 60 anos da CNBB


domdimaslara_coletivaFoi durante a 49ª Assembleia Geral dos bispos no Brasil, realizada em maio de 2010, em Aparecida (SP), que aconteceu a criação da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação aprovada pela maioria dos bispos presentes ao evento. Até então, a comunicação era um setor da Comissão para a Cultura, Educação e Ensino Religioso. Desde a sua criação, compõem a Comissão dom Dimas Lara Barbosa (presidente), juntamente com dom Manoel Delson Pereira da Cruz e dom Orani João Tempesta e assessores Pe. Clovis Andrade de Melo e Ir. Élide Maria Fogolari.

Com a nova Comissão, os bispos brasileiros reconheciam que “É impossível, hoje em dia, cumprir o mandato de Cristo, sem utilizar as vantagens oferecidas por estes meios que permitem levar a mensagem a um número superior de homens” (Communio et progressio n. 126), utilizando  a velocidade e as linguagens que cada meio oferece para chegar a todos no “continente digital”.

Iniciativas
No entanto, a atuação e a preocupação pastoral da CNBB com a comunicação é muito anterior. No desejo de comunicar suas atividades e decisões, criou diversos veículos de comunicação, tanto em nível interno como externo. Já em 1952, criou o Comunicado Mensal, que realiza um resumo de toda a ação da entidade.

Na preparação para o Concílio Vaticano II, a CNBB publicou o Concílio em Foco durante todo o ano de 1963. No ano seguinte, a publicação mudou de nome, passando a se chamar Igreja em Foco. Foram 71 edições, organizadas pelo Fr. Romeu Dale, em parceria com a Editora Vozes.

Anexo ao Comunicado Mensal começou a ser enviado em 1969 o Informativo. A iniciativa da presidência era esclarecer “prisões, denunciar torturas, defender agentes de pastoral e desfazer calúnias contra bispos e setores da Igreja, durante o regime militar/policial” (Doc. de estudos 72, p. 11). No ano seguinte, foi transformado em um boletim semanal, de quatro páginas, chamado Notícias, que circula até hoje. Durante a década de 1990, o boletim impresso Notícias chegou a ter edições em inglês e espanhol.

Também durante o regime militar, a CNBB se preocupou em adquirir um aparelho de Telex para enviar um boletim diário para as emissoras católicas de rádio e grandes meios de comunicação. De 1983 a 1986, a CNBB, através da Rádio Aparecida, enviou um boletim diário para as emissoras católicas. Chegou a ser instalado um canal de voz permanente, que foi utilizado na cobertura da Assembleia Nacional Constituinte, pelas rádios Aparecida (SP), Difusora de Goiânia (GO) e Medianeira, de Santa Maria (RS). O envio de um boletim diário para as emissoras católicas de rádio permaneceu até 1991, e foi retomado em 2012 pela Assessoria de Imprensa da CNBB.

Ação Pastoral e Reflexão
De 1952 a 1962, o Secretariado Nacional de Ação Social coordenou o serviço de comunicação da CNBB. No final deste período, surgiu a Comissão Episcopal de Opinião Pública, que depois foi transformada em Secretariado Nacional de Opinião Pública (SNOP), como um órgão executivo, coordenado por dom Eugênio de Araújo Sales (1962-1968) e em seguida por dom Avelar Brandão Vilela (1968-1970), tendo como secretário o Frei Romeu Dale, dominicano. Este frade atuou por 18 anos na Conferência (1952-1970), especificamente no campo da comunicação.

Com a reforma dos estatutos da CNBB, em 1971, o SNOP passou a se chamar Setor de Comunicação Social, ligado à linha 6 da Comissão Episcopal Pastoral, ao lado da Educação e Pastoral Social. Foi nesta ocasião que surgiu a Assessoria de Imprensa, ligada à Secretaria Geral da Conferência.

O Setor de Comunicação realizou dezenas de encontros nacionais para avaliar e projetar a ação da Igreja no campo da comunicação. Alguns dos bispos responsáveis por este setor foram Dom Lucas Moreira Neves, Dom Eduardo Koaik, Dom Serafim Fernandes de Araújo e Dom Ivo Lorscheiter. O padre Alfredo Novak, redentorista, hoje bispo emérito de Paranaguá (PR) foi assessor da Campanha da Fraternidade e do Setor de Comunicação (1971-1979).

As irmãs Paulinas também fazem parte desta história: a irmã Maria da Glória Bordeghini assessorou de 1980 a 1985, seguida pela irmã Maria Alba Veiga (1985-1991). Em 1992, assumiu o padre Augusto César Pereira, dehoniano. Atualmente, assessora a Comissão a irmã Élide Fogolari, também da família Paulina.

Para colaborar com a reflexão do episcopado no campo da comunicação, foi criada uma equipe específica em 1979. Entre os colaboradores desta equipe nos últimos anos, destacamos o padre Atílio Hartimann, Monsenhor Arnaldo Beltrami, o cineasta Miguel Pereira, Maria Clara Bingemer, Ir. Helena Corazza, Pe. César Moreira, entre outros.

A Comissão hoje
Atualmente a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação possui um caráter referencial e de centralidade para planejar, organizar e coordenar programas e projetos de comunicação da Igreja. Estrutura-se a partir de dois eixos: a comunicação enquanto meios e processos e Rede de Informática da Igreja no Brasil, RIIBRA. O primeiro eixo a comunicação enquanto meios e processos articula-se e anima, de modo abrangente, os diversos níveis do agir comunicativo da Igreja, com destaque para a pastoral da comunicação, que atua de modo transversal e orgânico conectando as distintas ações pastorais e seus processos comunicativos e de visibilidade. Neste eixo, situa-se também a articulação da presença da Igreja na mídia, seja ela confessional ou não.

No segundo eixo, a RIIBRA trabalha no sentido de fazer com que a Igreja atue em rede e na rede, destacando as mídias digitais e sociais, tendo como prioridade a formação e capacitação de agentes que possam contribuir para o desafio de um efetivo aproveitamento das possibilidades que a rede oferece, buscando para elas um sentido pastoral.

Além dos projetos específicos do planejamento próprio, a Comissão colabora e é parceira, também, em iniciativas relacionadas a produções, eventos e atividades de projetos específicos das demais Comissões Episcopais da CNBB.

Grupos de apoio
Para desenvolver seus projetos e atribuições, a Comissão para a Comunicação conta com o apoio de grupos constituídos por profissionais e pesquisadores da área, como, GRPD – Grupo de Reflexão e Produção do Diretório, TV- Grupo das TVs Católicas, PC- Grupo dos Prêmios de Comunicação, GI – Grupo de Informática, GCR- Grupo dos Coordenadores Regionais. Estes grupos constituídos prestam consultoria, assessoria ocasional ou sistematicamente, e, produção de subsídios nas áreas afins.

Ações
A Comissão vem desenvolvendo seus projetos de forma progressiva e atingido suas metas que dão visibilidade à comunicação da Igreja no Brasil, mediante a realização dos mutirões nacionais de comunicação, encontros nacionais da Pastoral da Comunicação, prêmios de comunicação, a produção do Diretório de Comunicação e o desenvolvimento da RIIBRA para que a Igreja no Brasil se constitua em rede e na rede.

Considerando a grande importância da comunicação na Igreja, a Comissão entende que é na vida, morte e ressurreição de Cristo, Deus feito homem, nosso irmão, que se encontra o fundamento e o protótipo da comunicação entre os homens (cf. Communio et progressio, n. 10)

Ir. Élide Fogolari, fps
Pe. Clóvis Andrade de Melo, cn
Assessores da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação

Fonte: CNBB

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Tweets do Papa conquistam a rede


A primeira série de perguntas e respostas entre o Papa Bento XVI e seus seguidores no Twitter, nesta quarta-feira, suscitou entusiasmo em meio aos usuários. Desde seu primeiro tweet, a conta de Bento XVI na rede social registrou mais um milhão de seguidores e neste momento conta mais de 33 mil em língua portuguesa.

Em sua primeira mensagem sobre a fé publicada no Twitter, Bento XVI convidou seus interlocutores a estarem mais atentos aos necessitados. 

Nos últimos dez dias, Bento XVI recebeu diversas perguntas sobre a fé, enviadas ao ‘hashtag’ #askpontifex. Respondendo à questão ‘Como podemos viver melhor o Ano da Fé no nosso dia a dia?’, Bento XVI escreveu: “Dialoga com Jesus na oração, escuta Jesus que te fala no Evangelho, encontra Jesus que está presente nas pessoas que passam necessidade”. 

Em outro ‘tweet’, o Papa diz: “A pessoa crente nunca está sozinha. Deus é a rocha segura sobre a qual construir a vida e o seu amor é sempre fiel” - escreveu o Papa em resposta à questão “Como viver a fé em Jesus Cristo num mundo sem esperança?”.

Bento XVI respondeu ainda a um seguidor que lhe pediu “sugestões para conseguir orar mais quando estamos tão ocupados com as solicitações de trabalho, da família e da sociedade”. 

“Oferece tudo o que fazes ao Senhor, pede a sua ajuda em todas as circunstâncias da vida e lembra-te de que Ele está sempre ao teu lado” - escreveu.

Os breves textos, de no máximo 140 caracteres, são publicados em inglês, espanhol, italiano, alemão, polonês, árabe, francês e português.

Inicialmente, os ‘tweets’ são lançados às quartas-feiras, dia da audiência semanal, mas com o passar do tempo serão mais frequentes.

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Papa no Twitter incentiva católicos a estarem presentes no ambiente digital

Na audiência geral desta quarta-feira, dia 12, Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, o Papa enviou seu primeiro 'tweet' sobre o tema da fé.

"Usar as novas tecnologias para encontrar as pessoas e anunciar o Evangelho" – foi o que disse o assessor do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Pe. Antonio Spadaro, Diretor da revista "La Civiltà Cattolica", nas vésperas do envio do primeiro 'tweet' de Bento XVI em sua conta @pontifex. 

Sobre o significado da presença de Bento XVI no Twitter, Pe. Spadaro respondeu: 
"Eu entendo esta presença como uma presença normal: hoje é claro que a comunicação não coincide com a simples transmissão de uma mensagem, mas com a partilha desta em redes sociais. E no Magistério de Bento XVI sobre a comunicação este elemento é um elemento chave que deve ser lido muito bem. A Igreja sabe que hoje as mensagens de sentido passam através das redes sociais, que são verdadeiros lugares de sentido, onde as pessoas partilham suas vidas, desejos, impressões, perguntas e respostas. Assim, a presença o Papa no Twitter é uma presença que eu vejo como uma continuidade com a presença do Papa em instrumentos como a rádio, como a decisão de Pio XI de transmitir a mensagem do Evangelho através da Rádio Vaticano. Eu diria que a Igreja sempre foi muito atenta em relação à comunicação, porque o Evangelho deve ser encarnado no tecido comunicativo da história" - frisou Pe. Spadaro.

Alguém se referiu ao fato de que algumas pessoas estão usando o Twitter para ofender o Papa, para ofender a fé cristã. O senhor acha que essa iniciativa seja muito arriscada?
"Claro que é arriscada, porque significa expor a mensagem do Evangelho. Em todo o caso, isso é essencial. Quem comenta negativamente o fato de que existam várias mensagens polêmicas contra o Papa provavelmente não percebeu que, na verdade elas estão em toda parte na internet, e também nos jornais, e em muitas formas de expressão. Há também algumas perguntas muito interessantes que são feitas ao pontífice. Eu diria que é uma etapa num caminho de crescimento, mas não vejo como problemática" - sublinhou ele.

Segundo Pe. Spadaro, a presença do Papa no Twitter incentiva os católicos a estarem presentes no ambiente digital e para ele este é um elemento de reflexão fundamental.


Fonte: News.va

Primeiro tweet de Bento XVI

Após a bênção ao final da Audiência Geral desta quarta-feira, na Sala Paulo VI, cinco jovens, representando os cinco continentes, se aproximaram do Pontífice com um tablet. Deste tablet, o Papa enviou o seu primeiro tweet, da sua conta pessoal @pontifex. 

“Queridos amigos, é com alegria que entro em contato convosco via Twitter. Obrigado pela resposta generosa. De coração vos abençoo a todos.”

Inicialmente, os “tweets” serão publicados por ocasião da Audiência Geral de quarta-feira, mas depois poderão ter uma frequência maior. Os primeiros tweets responderão às perguntas endereçadas ao Papa sobre questões relativas à vida de fé. 

Os tweets serão publicados em oito línguas. A conta em português é @pontifex_pt.

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

“The Pope”: Aplicativo sobre o Papa será lançado em breve, afirma autoridade vaticana

O Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, o Arcebispo Claudio Maria Celli, anunciou que se está preparando um “app” para smartphones dedicado ao Papa Bento XVI.


O aplicativo “The Pope” para iPhone e iPad será enviado à Apple na semana que vem para sua aprovação, explicou Gustavo Entrala, da sociedade de comunicação espanhola 101, e deveria estar disponível, grátis, na Apple Store antes do fim do ano.

Também está sendo preparada uma versão para o sistema Android.

O App permitirá seguir ao vivo os discursos e as homilias do Papa, além de ver o que está acontecendo no Vaticano e em Castelgandolfo, o lugar de descanso do Papa nos subúrbios de Roma, graças a uma série de webcams interconectadas.

Também será possível receber notificações sobre as atividades do Papa e estará conectado com os diferentes órgãos de comunicação vaticano, como a Rádio Vaticano (que já dispõe de “apps” para iPhone e Android) e o portal www.news.va.

Fonte: ACI Digital

Bento XVI já tem mais de meio milhão de seguidores no Twitter


Faltando uma semana ao momento de enviar seu primeiro ‘tweet’, Bento XVI conta já com mais de 500 mil seguidores no Twitter em oito línguas, e a notícia é uma das mais comentadas nesta rede social na América Latina.

Um de seus seguidores é o Presidente israelense, Shimon Peres, 89 anos, que deu as boas-vindas ao Pontífice: “Sua santidade, bem-vindo ao Twitter. Nossas relações com o Vaticano estão em seu auge e podem formar uma base para mais paz em todos os lugares”.

Bento XVI vai começar a ‘twittar’ sobre temas mais espirituais em 12 de dezembro, Dia de Nossa Senhora de Guadalupe, durante a audiência geral, na Sala Paulo VI. Os fiéis de língua portuguesa podem contatar o Pontífice diretamente na conta @pontifex_pt, mas o Papa, naturalmente, não vai seguir ninguém além de si mesmo – como informado na coletiva de apresentação da conta ‘papal’.

Inicialmente, os ‘tweets’ terão como conteúdo de sua audiência geral semanal, bênçãos dominicais e suas principais homilias, mas também incluirão reflexões sobre acontecimentos mundiais importantes, como desastres naturais. Como frisou o Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Arcebispo Claudio Maria Celli, na coletiva, dia 3, apesar de conter um máximo de 140 caracteres, as mini-mensagens do Papa serão “pérolas de sabedoria”, “centelhas de verdade”.

O primeiro ‘tweet’ do Papa será enviado por ele mesmo, mas no futuro, a maioria deles será escrita por assessores, e Bento XVI vai aprovar antes do envio, feito sempre de um único computador da Secretaria de Estado do Vaticano. Todas as precauções foram tomadas para garantir que a conta certificada do Papa não seja invadida.

A página foi montada em amarelo e branco, cores do Vaticano, tendo como fundo uma foto de Bento XVI sobre uma imagem da Praça de São Pedro lotada de peregrinos. O aspecto pode variar durante diferentes tempos litúrgicos do ano e quando o Papa estiver em viagens.

Dos 544 mil ‘tweets’ já recebidos, mais de 381 mil são da conta em inglês, enquanto a conta em espanhol @pontifex_es supera os 108 mil seguidores. A conta em português @pontifex_pt tem mais de 17.600 mil seguidores.

Os primeiros ‘tweets’ papais serão respostas às perguntas enviadas com a tag #askpontifex. Os ‘tweets’ podem ser enviados em espanhol, inglês, italiano, alemão, polonês, árabe, francês e português. Outros idiomas serão adicionados no futuro.

Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Equipe acadêmica fala sobre novo formato para 8º Muticom



Em entrevista para o site da Rede Católica de Rádio (RCR), José Bezerra, membro da coordenação acadêmica do 8º Muticom, apresentou o novo formato da programação acadêmica para o evento. Nesta edição, o Mutirão conta com a realização de seminários, no horário da manhã, e, à tarde, Grupos de Trabalho (Gt’s), em que os participantes poderão inscrever experiências na área de comunicação. Ao todo, serão 14 GT’s, com temas variados. A partir de março do próximo ano, período em que iniciam as inscrições, os participantes poderão enviar seus trabalhos. A equipe acadêmica fará a seleção do material, e os selecionados farão a apresentação durante o Muticom.
Segundo Bezerra, os Gt’s “tem como objetivo, trazer para esse público participante do mutirão, experiências na área de comunicação popular, religiosa, no âmbito da Igreja e na área de comunicação acadêmica, que possam ser difundidas, debatidas e assimiladas por aquelas pessoas que estarão inscritas naqueles grupos”, afirma.
Fonte: Muticom

Agência Fides, 85 anos a serviço do mundo missionário


Divulgar as missões ao povo de Deus através da imprensa, com a finalidade de suscitar a cooperação missionária por meio das vocações, da comunhão espiritual e dos meios materiais: esta é a finalidade que levou a Pontifícia Obra de Propagação da Fé, na Assembleia do seu Conselho Superior (abril de 1927), a fundar a Agência Fides. 
A Fides iniciou a sua atividade no mesmo ano, logo depois da festa de São Francisco Xavier, Padroeiro das Missões, que foi também um dos maiores protagonistas da informação missionária.
Nas primeiras edições em inglês, francês e polonês (esta última por breve tempo), seguiram as edições em italiano (1929), espanhol (1930) e alemão (1932). Com a chegada da internet, que substituiu o papel impresso, se acrescentaram as edições em chinês (1998), português (2002) e árabe (2008).
O Relator-Geral do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização, Card. Donald William Wuerl, na sua “Relação após a Discussão “, afirmou: “Muitos padres falaram da importância dos meios de comunicação social, em especial dos novos meios eletrônicos, quando a Igreja se empenha no seu ministério de proclamação da Boa Nova”. Uma observação que reafirma a validez e o empenho da Agência Fides para a missão Ad Gentes e para a Nova Evangelização no terceiro milênio.
Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Papa no Twitter - @PONTIFEX_PT

A partir do dia de hoje o Papa Bento XVI estará presente no Twitter, uma das mais utilizadas redes sociais do mundo. Sobre o significado desta iniciativa a Radio Vaticano através do nosso colega italiano Fabio Colagrande ouviu o padre António Spadaro, director da revista dos jesuítas Civilização Católica e especialista em novas tecnologias e comunicação digital.

R.- Eu diria que hoje, segundo a lógica da comunicação, as mensagens com sentido, e consequentemente as mensagens religiosas, não podem ser simplesmente transmitidas, mas têm que ser partilhadas. Portanto, as mensagens com sentido passam também através das redes sociais, como o Facebook, o Twitter e tantos outros, que se estão a transformar em lugares de reflexão e de partilha de ideias, de valores e de momentos de vida. Ou seja, nas redes sociais as pessoas partilham a vida, as respostas e as perguntas. E tantos líderes religiosos já estão no Twitter. Portanto, eu diria que é normal que o Papa tenha um account que faça referência a ele. Diria que quase que no fundo, o dia 3 de Dezembro de 2012, liga-se ao 12 de Fevereiro 1931 quando o Papa Pio IX lançava sua primeira mensagem via rádio, através da Rádio Vaticano. Portanto, creio que a presença do Papa no Twitter seja uma presença normal: ou seja, correta, adequada ao modo em que hoje o homem comunica.

P.- Não há o risco de uma adesão feita pela parte da Igreja só por ser moda, quase para se adequar a uma moda?
R.- Diria que não, e essa é a aproximação mais errada para a compreensão da presença de Bento XVI no Twitter. Não é adequar-se à última novidade do momento. É, ao contrário, uma das consequências óbvias do modo em que a Igreja nos últimos decênios, pelo menos desde Pio IX, compreendeu a sua relação com a comunicação. É preciso também recordar que, na sua Mensagem para a 46ª Jornada Mundial das Comunicações Sociais, o Papa notava que são de considerar com interesse as várias formas de sítios e aplicações – falava precisamente das redes sociais” – que possam ajudar o homem de hoje a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, de meditação, de partilha da Palavra de Deus. É claro que isto significa a presença do cristão na internet, portanto, não por moda ou pelo facto de que o ser humano hoje vive também na rede.

P.- 140 caracteres não são poucos para exprimir uma ideia ou uma relfexão espiritual? Não há o risco de reduzir a fé a um slogan?
R.- Precisamente na Mensagem que citei anteriormente, escrita pelo Papa para a Jornada das Comunicações Sociais, a mais recente, Bento XVI, mesmo não citando o Twitter, escreve que na essência das mensagens breves, muitas vezes não muito mais longas do que uma passagem bíblica – e aqui a referência parece-me evidente – podem-se exprimir pensamentos profundos se cada um de nós não deixar de cultivar a sua interioridade. Esta, portanto, é a chave de leitura justa e de acertada interpretação: cultivar a própria interioridade. Graças a isto é possível exprimir mensagens essenciais, ditas com palavras precisas, que requerem um certo esforço de linguagem, eu diria quase como que um esforço poético, para conjugar sabedoria e clareza. Esta é a linha mestra pela qual a expressão sintética não vem em detrimento da profundidade ou da lentidão de assimilação. Mas, eu diria, que quase ao contrário, favorece a ligação a uma meditação mais densa. É o que demonstra o grande sucesso dos versos e da poesia no Twitter. Na nossa vida frenética compreende-se a necessidade de ter alguma coisa de sapiente que possa quebrar a rotina do quotidiano colocando uma pequena semente de reflexão e meditação.

Fonte: News.va

Primeiro Tweet do Papa será na Festa de Nossa Senhora de Guadalupe

Hoje no Vaticano foi lançada a conta oficial de Twitter do Papa Bento XVI e a Santa Sé divulgou que o primeiro tweet do Santo Padre será emitido no dia 12 de dezembro, Festa da Virgem de Guadalupe.

Os tweets do Papa estarão em oito idiomas: inglês, italiano, português, alemão, polonês, árabe, francês e espanhol. No nosso idioma o usuário do Santo Padre é @pontifex_pt. Não se descarta que no futuro outros idiomas sejam incluídos. Até o momento da publicação desta notícia a conta do Papa em português já tinha quase 2 mil seguidores.

Em geral, os tweets do Papa serão publicados na quarta-feira, dia de suas habituais audiências gerais no Vaticano.

A Sala de Imprensa do Vaticano informou ainda que será possível enviar perguntas ao Papa sobre "a fé e a doutrina" da Igreja até nos dia 12 de dezembro. As interrogantes podem ser enviadas em qualquer dos 8 idiomas mencionados, utilizando o hashtag #askpontifex.

Em uma nota informativa sobre este lançamento, destaca-se que "a presença do Papa no Twitter é uma expressão concreta de sua convicção de que a Igreja deve estar presente na arena digital. Esta iniciativa se compreende melhor no contexto de suas reflexões sobre a importância do espaço cultural que se abre ao estar presentes nas novas tecnologias".

Depois de ressaltar que o Papa sublinha a importância de evangelizar o "continente digital", a nota indica que "a presença do Papa no Twitter pode ser vista como a ‘ponta do iceberg’ da presença da Igreja no mundo dos novos meios" e como um alento para "assegurar que a Boa Nova de Jesus Cristo e a doutrina da sua Igreja permeie o foro de intercâmbio e diálogo criado com os meios sociais".

Logo depois de assegurar que os tweets do Papa podem promover o diálogo também com os não crentes, o texto recorda a mensagem de Bento XVI deste ano para a Jornada das Comunicações Sociais, na qual assinala que "uma reflexão mais profunda nos ajuda a descobrir as relações entre eventos que à primeira vista parecem desconectados, para avaliar, analisar as mensagens, o que torna possível compartilhar opiniões ponderadas e relevantes, gerando um autêntico corpo de conhecimento compartilhado".

Por esta razão, conclui a nota, "decidiu-se lançar a conta de Twitter do Papa com o formato de pergunta e resposta formal. Este lançamento é um indicador da importância que a Igreja busca escutar e é garantia de sua atual atenção às conversações, comentários e tendências que expressam espontânea e insistentemente as preocupações e esperanças das pessoas".

Na conferência de imprensa estiveram presentes o Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Arcebispo Claudio Maria Celli, o Secretário desse dicasterio, Mons. Paul Tighe, o porta-voz vaticano, Padre Federico Lombardi, o diretor de L´Osservatore Romano, Gian Maria Vian, e o novo assessor de comunicação da Secretaria de Estado vaticana, Greg Burke.

Em representação do Twitter também esteve a Diretora de Inovação Social, a doutora Claire Diaz-Ortiz, e o Dr. Dirk Hansen do Twitter na Alemanha.

Fonte: ACI Digital

Jovens Conectados completa dois anos e prepara revista e novo site


O site www.jovensconectados.org.br, página oficial da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, completa dois anos nesta segunda-feira, 3 de dezembro. O site é hoje um dos principais  portais de notícias sobre as atividades das várias expressões eclesiais que trabalham com a juventude.

Para celebrar o segundo aniversário, será lançada brevemente a Revista Jovens Conectados, que trará um belo panorama da atuação dos jovens na Igreja. Apresentada em primeira mão durante o Encontro Nacional de Assessores da Pastoral Juvenil, ocorrido no último fim de semana em Brasília, a revista mostrará, em mais de cem páginas, as várias expressões eclesiais que atuam no país e traz várias matérias especiais.

Um site mais moderno, mais interativo e com mais conteúdo é a outra novidade deste aniversário. O lançamento está previsto para o dia 8 de dezembro, Dia da Imaculada Conceição de Maria.

Um pouco sobre o Jovens Conectados

O site Jovens Conectados começou a ser pensado em março de 2010, quando a Comissão para a Juventude decidiu criar a Equipe Jovem de Comunicação. Depois de uma pesquisa feita pela internet, que identificou o que os internautas gostariam de ver em uma página voltada ao público católico, o site foi criado e lançado em 3 de dezembro, durante o 1º Encontro Nacional de Movimentos Juvenis, ocorrido em Vargem Grande Paulista (SP).

Desde então, cresceram cada vez mais o número de acessos, a interação com os jovens e o alcance nas redes sociais. São cerca de mil acessos diários na página. No Twitter, são quase 18 mil seguidores; no Facebook, mais de 55 mil fãs. O site também tem presença no Youtube, no Instagram e no Flickr.

Neste dois anos, foram marcantes a cobertura da Jornada Mundial da Juventude, em Madri; e da peregrinação da Cruz dos Jovens e do Ícone de Nossa Senhora pelo Brasil, sem falar de vários outros eventos voltados para a juventude, como os seminários sobre comunicação, bioética e missões, realizados ao longo deste ano pela CNBB, entre outros.

Algo que torna muito especial o trabalho é a colaboração dos jovens de todo o país, que participam de forma ativa produzindo e enviando notícias, fotos, vídeos, ilustrações. Além de ser a página oficial da Comissão para a Juventude, Jovens Conectados também é um portal colaborativo, aberto às contribuições dos jovens.

Fonte: Jovens Conectados

sábado, 1 de dezembro de 2012

O Papa no Twitter



Editorial da Rádio Vaticano:


A notícia chamou muito a atenção da mídia mundial. Bento XVI terá uma conta na rede social Twitter. Para quem não sabe, o termo Twitter vem da palavra inglesa com a mesma grafia, e que em português pode ser traduzido como “piar”, razão pela qual a logomarca desta rede social é um pássaro. Voltando à notícia, a conta do Santo Padre no Twitter vai ser apresentada oficialmente no próximo dia 3 de dezembro, segunda-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo Arcebispo Dom Claudio Maria Celli, Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. 

Mas por que chama atenção uma notícia como essa? Certamente por que é o Papa, líder de mais de um bilhão de católicos em todo o mundo. Mas chama a atenção principalmente pelo motivo do gesto do Santo Padre: usar os meios de comunicação que a genialidade do homem produziu para fazer chegar as reflexões e mensagens do Sucessor de Pedro a um mundo que dia após dia cresce, o mundo das redes sociais. As redes não são um instrumento de evangelização como muitos poderiam afirmar, mas sim um espaço, um lugar onde milhões de pessoas interagem, constroem relações e se descobrem, é um verdadeiro “continente digital”.

Precisamente por causa disso, o Papa vê a grande importância das redes sociais e tem dedicado a elas as suas mensagens para o Dia Mundial das Comunicações. Já em 2010, o Papa incentivou os sacerdotes a enfrentarem os desafios decorrentes da nova cultura digital. “A nova mídia – disse - se for conhecida e devidamente valorizada, pode oferecer a todos os sacerdotes e agentes pastorais uma riqueza de dados e conteúdos que anteriormente eram de difícil acesso, e proporcionar meios de colaboração e crescimento da comunhão impensável no passado”. Se a nova mídia é usada com sabedoria pode ser um instrumento, um espaço válido e eficaz de evangelização.

Na mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais do ano passado, o Papa Bento XVI, depois de ter realçado o valor do silêncio que ajuda e dá corpo às nossas palavras, escreveu que também pouquíssimas palavras dão a possibilidade de transmitir mensagens grandiosas. Ai vem a ideia do Twitter, modo sintético de comunicar.

A decisão do Papa de ter uma conta no Twitter certamente vai na direção da verdade para ajudar aqueles milhões de “habitantes do continente digital” a terem uma palavra que pode dar fascínio e sentido à vida, sem se perder no fluxo interminável de informações muitas vezes vazias e tendenciosas capazes de violar o próprio direito das pessoas. No sentido contrário dessas tendências se move o Papa que fornecerá - nos 140 toques - motivos de reflexão e de esperança, e a oportunidade de conhecer Deus.

Com esta iniciativa, Bento XVI demonstra “a sua sensibilidade para as oportunidades que as novas tecnologias oferecem à comunicação e à comunicação de seus ensinamentos” – disse Dom Celli.

Esse novo momento de comunicação do Papa com o mundo nos faz recordar outro evento da história, o distante 12 de fevereiro de 1931, quando o Papa Pio XI dirigiu ao mundo a sua primeira mensagem através da Rádio Vaticano. Pela primeira vez, pessoas nos quatro cantos do mundo puderam ouvir a voz do sucessor de Pedro, certamente uma emoção única. Agora cabe aos “visitantes do mundo digital” receber as palavras do Papa.

Assim, nos modos, tempos e linguagem do homem moderno, Bento XVI pretende levar Cristo ao mundo de hoje. (Silvonei José)


Fonte: Rádio Vaticana

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O Papa no Twitter: Bento XVI poderá ser seguido na rede social


O Papa Bento XVI vai entrar no Twitter. Todas as informações sobre o assunto serão anunciadas na próxima segunda, 3 de dezembro, em uma coletiva a ser realizada na Sala de Imprensa da Santa Sé.
Participarão da coletiva o Arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Paul Tighe, secretário do mesmo dicastério, padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, o diretor do “L’Osservatore Romano”, Gian Maria Vian e “Media Advisor” da secretaria de Estado, Greg Burke.
Twitter é uma rede social que permite aos usuários enviar e receber atualizações pessoais e informações em pequenos textos com menos de 140 caracteres via SMS, mensageiro instantâneo, e-mail, site oficial ou programa especializado, em tempo real. O usuário pode seguir qualquer conta que lhe interessar.
O Papa já utilizou os 140 caracteres do Twitter, quando em junho de 2011, lançou o portal de informação do Vaticano www.news.va, com as palavras: “Queridos amigos, eu apenas dei início ao www.news.va. Louvado seja Jesus Cristo! Com minhas orações e bênçãos, Benedictus XVI “.
Fonte: Zenit

A história das redes sociais: como tudo começou

Conheça um pouco mais sobre como surgiram esses serviços que hoje são tão utilizados para conectar as pessoas.


A história das redes sociais: como tudo começou 
(Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock)

Com a popularização da internet a partir dos anos 2000, outro tipo de serviço de comunicação e entretenimento começou a ganhar força: as redes sociais. Atualmente, a variedade de produtos desse mercado é enorme, apresentando inclusive categorias com públicos bem segmentados (alguns deles um tanto quanto bizarros).

Com alternativas que vão muito além de apenas Facebook, Twitter, Orkut e MySpace, nós temos gastado cada vez mais tempo do nosso dia interagindo com outras pessoas através das redes sociais. Para você ter uma noção do que estamos falando, uma pesquisa da ComScore, realizada este ano, revelou que os quase 1 bilhão de usuários da rede de Mark Zuckerberg gastam 405 minutos por mês acompanhando os seus perfis.

Mas você tem ideia de quando e como as redes sociais surgiram? Quais foram os serviços pioneiros ou o que podemos esperar desses serviços daqui para frente? Neste artigo, nós vamos responder a esses e outros questionamentos. Boa leitura e aproveite para compartilhar o link deste texto com seus amigos e familiares por seus perfis!


Os primórdios da sociabilidade virtual


Antes de nos aprofundarmos na história das redes sociais, precisamos ao menos citar a direta relação desses serviços com as mídias sociais, um grupo maior de mecanismos com os quais as pessoas são capazes de compartilhar informações, imagens, vídeos e arquivos de áudio.
A história das redes sociais: como tudo começou
(Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock)


Obviamente, essas atividades são extremamente simples quando pensamos nas suas execuções através dos parâmetros de internet que temos hoje em dia. Contudo, algumas delas eram possíveis muito antes do “boom” da rede mundial de computadores.

Primeiros passos


Os primeiros relatos de serviços que possuem características de sociabilizar dados surgem no ano de 1969, com o desenvolvimento da tecnologia dial-up e o lançamento do CompuServe — um serviço comercial de conexão à internet em nível internacional muito propagado nos EUA.

Outro passo importante nessa evolução foi o envio do primeiro email em 1971, sendo seguido sete anos mais tarde pela criação do Bulletin Board System (BBS), um sistema criado por dois entusiastas de Chicago para convidar seus amigos para eventos e realizar anúncios pessoais. Essa tecnologia usava linhas telefônicas e um modem para transmitir os dados.


Aproximando-se do que conhecemos hoje


Os anos seguintes, até o início da década de 90, foram marcados por um grande avanço na infraestrutura dos recursos de comunicação. Por exemplo, em 1984 surgiu um serviço chamado Prodigy para desbancar o CompuServe — feito alcançado uma década depois.
A história das redes sociais: como tudo começou 

(Fonte da imagem: Reprodução/iStock)

Contudo, o fato mais marcante desse período foi quando a America Online (AOL), em 1985, passou a fornecer ferramentas para que as pessoas criassem perfis virtuais nos quais podiam descrever a si mesmas e criar comunidades para troca de informações e discussões sobre os mais variados assuntos. Anos mais tarde (mais precisamente 1997), a empresa implementou um sistema de mensagens instantâneas, o pioneiro entre os chats e a inspiração dos “menssengers” que utilizamos agora.


Seguir, compartilhar, curtir e muito mais


Enfim, as redes sociais...


O ano de 1994 marca a quebra de paradigmas e mostra ao mundo os primeiros traços das redes sociais com o lançamento do GeoCities. O conceito desse serviço era fornecer recursos para que as pessoas pudessem criar suas próprias páginas na web, sendo categorizadas de acordo com a sua localização. Ele chegou a ter 38 milhões de usuários, foi adquirido pela Yahoo! cinco anos depois e foi fechado em 2009.

Outros dois serviços foram anunciados em 1995 — esses com características mais claras de um foco voltado para a conectividade entre pessoas. O The Globe dava a liberdade para que seus adeptos personalizassem as suas respectivas experiências online publicando conteúdos pessoais e interagindo com pessoas que tivessem interesses em comum.

A história das redes sociais: como tudo começou 

(Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock)

Por sua vez, o Classmates visava disponibilizar mecanismos com os quais os seus usuários pudessem reunir grupos de antigos colegas de escola e faculdade, viabilizando troca de novos conhecimentos e o simples ato de marcar reencontros. Essa rede social ultrapassou 50 milhões de cadastros e sobrevive até hoje, mas com um número menor de participantes.


Acompanhando o “boom”


Por volta dos anos 2000, a internet teve um aumento significativo de presença no trabalho e na casa das pessoas. Com isso, as redes sociais alavancaram uma imensa massa de usuários e a partir desse período uma infinidade de serviços foram surgindo.

Em 2002, nasceram o Fotolog e o Friendster. Esse primeiro produto consistia em publicações baseadas em fotografias acompanhadas de ideias, sentimentos ou o que mais viesse à cabeça do internauta. Além disso, era possível seguir as publicações de conhecidos e comentá-las. O Fotolog ainda existe, tem cerca de 32 milhões de perfis, já veiculou mais de 600 milhões de fotos e está presente em mais de 200 países.

Por sua vez, o Friendster foi o primeiro serviço a receber o status de “rede social”. Suas funções permitiam que as amizades do mundo real fossem transportadas para o espaço virtual. Esse meio de comunicação e socialização atingiu 3 milhões de adeptos em apenas três meses — o que significava que 1 a cada 126 internautas da época possuía uma conta nele.

A história das redes sociais: como tudo começou 

(Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock)

Em seguida, ao longo de 2003, foram lançados o LinkedIn (voltado para contatos profissionais) e o MySpace (que foi considerado uma cópia do Friendster). Ambos ainda estão no ar e com um uma excelente reputação. Atualmente, o LinkedIn conta com mais de 175 milhões de registros (sendo 10 milhões deles brasileiros) e o MySpace marca 25 milhões apenas nos EUA — embora esse número já tenha sido maior.


Anos vindouros


Eis que chegamos à época em que as redes sociais caíram no gosto dos internautas e viraram máquinas de dinheiro. 2004 pode ser considerado o ano das redes sociais, pois nesse período foram criados o Flickr, o Orkut e o Facebook — algumas das redes sociais mais populares, incluindo a maior de todas até hoje.

Similar ao Fotolog, o Flickr é um site para quem adora fotografias, permitindo que as pessoas criem álbuns e compartilhem seus acervos de imagens. Atualmente, aproximadamente 51 milhões de pessoas usufruem de seus recursos.

O Orkut dispensa apresentação. A rede social da Google foi durante anos a mais usada pelos internautas brasileiros, até perder seu título para a criação de Mark Zuckerberg em dezembro de 2011. Um dos levantamentos mais recentes aponta que cerca de 29 milhões de pessoas ainda o utilizam.

A história das redes sociais: como tudo começou 
(Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock)

Apesar de ter sido criado em 2004, dentro do campus da Universidade de Harvard, o Facebook só chegou à grande massa de usuários no ano de 2006. De lá para cá, a rede social é sinônimo de sucesso e crescimento (inclusive em terras tupiniquins), superando a incrível marca de 908 milhões de pessoas cadastradas. Hoje, a marca está avaliada em US$ 104 bilhões.

Um dos grandes desejos de Zuckerberg é comprar o Twitter, o microblog revelado em 2006 e que atualmente é aquele que mais chega perto do Facebook em número de adeptos, tendo 500 milhões de registros — embora a estimativa é de que “apenas” 140 milhões o utilizam com frequência.

A mais recente rede social a entrar nessa complicada disputa é o Google+, um dos mais novos serviços da gigante de Mountain View. Lançado oficialmente em 2011, esse serviço tem por volta de 400 milhões de inscritos (somente 25% deles estão ativos). Embora ainda esteja muito longe de assustar o líder do segmento, a Google não tem poupado investimentos e esforços para que o seu produto cresça. Contudo, por enquanto, ele ainda não vingou e o volume de informações compartilhado pelo Google+ ainda é relativamente baixo.

O que podemos esperar das redes sociais


E quais seriam os próximos passos das redes sociais? Relatórios recentes apontam que esse tipo de serviço atrai mais de 1 bilhão de pessoas, o que representa cerca de um sétimo da população total do planeta. Isso significa que os sites de relacionamento ainda têm muito para crescer.

Além disso, alguns especialistas em mídias sociais acreditam que o futuro dos serviços de comunicação e interação está em produtos de código aberto, como a Diaspora. Essa rede social, a qual você também pode ajudar a desenvolver, surgiu como uma alternativa mais segura para o Facebook.

No início, apenas um grupo seleto de pessoas teve acesso ao serviço de relacionamento, mas no final do ano passado ele liberou um número bem maior de convites. Contudo, o site ainda não decolou e, ao que parece, pode estar sendo substituído por um site de compartilhamento de memes, o Makr.io.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/redes-sociais/33036-a-historia-das-redes-sociais-como-tudo-comecou.htm#ixzz2Df9eroMz

Fonte: TecMundo

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Encontro virtual da RIIAL, Pe. Clóvis explica a finalidade da rede


(RV) - RealAudioMP3O Pontifício Conselho das Comunicações Sociais (PCCS) e o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), com o Comitê da Rede Informática da Igreja na América Latina (RIIAL), promovem nesta sexta-feira, 23, um encontro virtual em nível continental, com o tema “Viver e transmitir a fé nas redes sociais”.
A finalidade do encontro é compartilhar as experiências e as iniciativas mais recentes promovidas na América Latina sobre este tema, e elaborar juntos a agenda para o próximo ano de 2013.
O encontro virtual da RIIAL será realizado no final da tarde e terá a participação do Presidente do Pontifício Conselho, Dom Claudio Maria Celli, e do Presidente do Departamento de Comunicação do CELAM, Dom Adalberto Martinez.
Sobre a RIIAL nós conversamos com o Assessor de Comunicação da CNBB, Pe. Clóvis Andrade.

Signis Brasil e representantes das TVs Católicas estudam a TV Digital


SignisTVDigital2012
Cumprindo a sua missão de animar, unir e congregar todos os meios de comunicação católicos, a Signis Brasil realizou na quarta-feira, 21 de novembro, o último encontro de 2012 com os representantes das TVs Católicas, com a presença do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa. A reunião foi realizada em São Paulo (SP).

Estavam presentes os representantes da TV Século XXI, Rede Vida de Televisão, TV Imaculada Conceição, TV Aparecida, TV Canção Nova e TV Evangelizar. A pauta do encontro foi a digitalização da televisão no Brasil, com a assessoria do engenheiro Olímpio José Franco, novo presidente da Sociedade de Emissoras de Televisão (SET).

Os participantes também discutiram os preparativos para a cobertura da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, em que cada emissora já tem a sua tarefa com o seu grupo. A presidente da Signis Brasil, Ir. Helena Corazza, falou aos presentes sobre a visita do Secretário Adjunto de Signis Mundial, Ricardo Yañez.

A assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, Ir. Élide Fogolari, explicou o andamento da elaboração do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, que está agora na fase de consultas e deverá ser apreciado pelo episcopado na próxima Assembleia Geral da CNBB. Os participantes também trataram dos preparativos para o 8º Mutirão de Comunicação, em Natal (RN) e a Primeira Assembleia de Signis Brasil.

Fonte: CNBB

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Transmitir a fé através das redes sociais: um encontro "virtual" para o Ano da Fé

O Pontifício Conselho das Comunicações Sociais (PCCS) e o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), com o Comitê da Rede Informática da Igreja na América Latina (RIIAL), promovem um encontro virtual em nível continental, com o tema “Viver e transmitir a fé nas redes sociais”.

A finalidade do encontro é compartilhar as experiências e as iniciativas mais recentes promovidas na América Latina sobre este tema, e elaborar juntos a agenda para o próximo ano de 2013.

O encontro virtual da RIIAL será realizado no dia 23 de novembro, sexta-feira, das 16h às 19h (horário de Roma). Terá a participação do Presidente do Pontifício Conselho, Dom Claudio Maria Celli, e do Presidente do Departamento de Comunicação do CELAM, Dom Adalberto Martinez.

Tratando-se de um encontro virtual por meio do portal episcopo.net, é necessário reservar a própria participação no endereço riial@pccs até 21 de novembro, para obter as informações sobre o acesso.

Fonte: Rádio Vaticana

Os jovens e os meios de comunicação social

Nos dias atuais, é impossível não perceber a importância e a centralidade que os meios de comunicação social conquistaram em nossa sociedade, sobretudo quando associados à globalização.

No próximo ano, o tema do Dia Mundial das Comunicações será “Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização”. A Igreja tem acompanhado, com uma boa proximidade, o desenvolvimento da mídia em nosso tempo e com belos e importantes documentos. Agradecemos a Deus pelo decreto “Inter Mirifica” do Concílio Vaticano II, que no próximo ano completará 50 anos de sua promulgação. Sabemos que depois desse documento conciliar bastante sucinto, desencadeou-se um belo e importante trabalho da Igreja com relação aos Meios de Comunicação Social.

Para a Igreja, que neste Ano da Fé esforça-se no objetivo de enfatizar a importância da Fé como dom sobrenatural, por meio do qual nos comunicamos de maneira interpessoal com Deus, é imprescindível uma justa reflexão acerca de dois pontos fundamentais por meio dos quais a vivência da Fé é destacada em nossa sociedade: a juventude e os meios de comunicação. Daí vem o tema escolhido pelo Papa, que vê nas redes sociais oportunidade de ser portal da fé, da verdade e espaço de evangelização.

A juventude possui uma devida centralidade pelo fato de nela se concentrarem as esperanças da Igreja em um mundo melhor, onde os valores cristãos sejam fundamental e espontaneamente vivenciados e haja uma cultura sempre baseada na revelação do amor de Deus, que enviou o Seu Filho Jesus Cristo para salvar a humanidade. Os nossos jovens, por isso, são o retrato da nossa sociedade, que se constrói para o amanhã novo, e essa certeza faz com que confiemos a eles a missão de serem discípulos e missionários da nova evangelização que queremos realizar. Por esta razão, dar ênfase ao futuro da Fé Cristã como algo que se concretiza na figura da juventude faz parte justamente do que objetiva o Santo Padre Bento XVI, quando proclama a vivência de um ano todo dedicado à vivência testemunhante da Fé.

Os meios de comunicação social, por sua vez, uma vez conectando milhões de pessoas nos quatros cantos da face da terra, são capazes de promover e levar a cabo a mensagem cristã de maneira a alcançar um sempre crescente número de pessoas a quem tal mensagem toque, sensibilize e permita a Cristo chegar ao interior dos seus corações. Por isso, o interesse da Igreja pelos meios de comunicação social sempre possuiu um particular relevo, seja quando ilumina com as orientações éticas, seja quando os utiliza para anunciar a vida em Cristo. Por meio dessas maravilhosas invenções técnicas pode contribuir para a comunicação global e para que diversas necessidades humanas fossem sanadas, e pode, sobretudo, contribuir para a necessidade do homem de ir ao encontro com Deus.

Desta forma, como pastores da Igreja, temos diante de nossos olhos a necessidade de aproximar a juventude cristã e os meios de comunicação social e fazer deles instrumentos os mais eficazes possíveis na missão de alavancar a propagação da Fé na perspectiva de uma autêntica e nova evangelização, como bem recorda o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações.

Porém, o grande segredo para que os meios sejam bem utilizados e sirvam para anunciar a vida, a verdade e a fé supõe que a pessoa que os utilizam seja alguém bem formado e orientado como cristão, com suas convicções claras.

Certamente, os novos e sofisticados meios de comunicação social que temos hoje são de pleno domínio da nossa juventude. A geração “z”, dizem, já nasce com o dedo no teclado. A Internet revolucionou a comunicação e contribuiu largamente para estreitar as fronteiras entre nações e continentes e instaurou a consciência de globalização. Ela, com seus sites de relacionamento social, é capaz de transmitir mensagens, pensamentos, ideias, imagens e tipos de conteúdos os mais variados possíveis e sobre diversos assuntos e com isso fazê-los chegar a um número incomensurável de pessoas. Que o digam também os modernos recursos de comunicação presentes nos smartphones, em que é possível sempre armazenar tanto conteúdos audiovisuais quanto escritos de fácil acesso e divulgação, por meio dos quais seria muito importante levar adiante a mensagem do Evangelho. Antigamente as pessoas iam ao computador para utilizar a internet. Hoje, a pessoa leva consigo o computador e toda uma convergência de mídias em suas mãos.

Diante dessa constatação, cabe à nossa juventude, sempre tão conectada e imersa na interatividade que a internet lhe proporciona, levar ainda mais a mensagem cristã ao mundo e com isso “conectar” o mundo a Cristo. É muito interessante ver como as “redes sociais” levam ideias e mensagem cristãs. É claro que o meio eletrônico não substitui o presencial, pois necessitamos de uma vida em comunidade. Mas, ao “compartilhar” Cristo com todos aqueles a quem podemos atingir por meio de nossos “cliques” deve levá-los a uma participação presencial em nossas comunidades e ao entusiasmo pelo Cristo como Salvador. Que a juventude de hoje, que é digitalmente nativa, tenha a alegria da fé e a anuncie à sua maneira para os seus coetâneos.

Constata-se hoje, também, que a Internet está contribuindo para promover transformações revolucionárias no comércio, na educação, na política, no jornalismo, nas relações transacionais e interculturais, e que essas mudanças manifestam não só uma transformação no modo de os indivíduos se comunicarem entre si, mas na forma de as pessoas compreenderem a sua própria vida. Formou-se uma nova cultura!

É importante, destacarmos, ainda, que os meios de comunicação social mais antigos, como o jornal, a revista, a rádio e a televisão, de modo algum se tornaram obsoletos, pois estão presentes nessa convergência de mídias que hoje existem e, por isso, permanecem exercendo papel importantíssimo na informação e formação cultural de nossa sociedade. Nessa perspectiva, à juventude, com suas inovações e dinamicidade, fica o desafio que a nova evangelização objetiva, ou seja, promover o uso de tais meios como forma autêntica de propagação da Fé, enfatizando sempre seu caráter vivificante e transformador, ao passo que sempre sublinhando seu fundamento: o encontro pessoal com o Senhor.

''Ide e fazei Discípulos entre os Povos'' (Mt 28,19), eis o lema da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 que estamos preparando para celebrar dentro do contexto deste “Ano de Fé” que ora vivenciamos. Reunir milhões de jovens das várias partes do mundo é vivenciar em grandes proporções aquilo que já é vivenciado no dia a dia da Igreja: o encontro pessoal com Jesus Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Jo 14,6).

Precisamente "aqui está o desafio fundamental que afrontamos: encontrar meios para promover e formar discípulos e missionários que respondam à vocação recebida e a comuniquem por toda parte, transbordando de gratidão e alegria o dom do encontro com Jesus Cristo".

Ora, faz parte da vivência da Fé Cristã o testemunho do que ela representa e do que é, pois o Cristianismo, como já nos enfatizara o Santo Padre, não nasce de uma bela ideia ou de um programa ético simplesmente, mas de um acontecimento, ou seja, de um encontro com uma pessoa: Jesus de Nazaré. A Fé Cristã, portanto, baseia-se no “encontro pessoal” com Aquele em Quem está a felicidade plena, e a resposta para as nossas mais profundas interrogações e buscas acerca do sentido último da vida. É preciso, portanto, que O demos cada vez a mais conhecer a todos, para que, por meio desse encontro pessoal com Ele, encontrem também a verdadeira felicidade. É nossa missão fazê-lo.

Por isso, para corresponder à vivacidade e à beleza que este encontro pessoal com Cristo realiza na vida de todo aquele que crê e que por isso leva-o a confessar Cristo e não se envergonhar d’Ele, conclamo os jovens para que façam das redes sociais, dos meios de comunicação social verdadeiros instrumentos de testemunho da Fé Cristã, a fim de que em tudo seja Deus glorificado por Jesus Cristo, e para que correspondamos ao mandato do Senhor de ir ao mundo e pregar o Evangelho a todo criatura.

Que a JMJ faça de cada jovem o evangelizador do novo milênio que a Igreja tanto necessita: sinta em seu interior o ardor missionário que impulsionou os primeiros cristãos a proclamarem sem temor e em toda parte a Boa Nova de Cristo e, agindo como eles, realize a obra da nova evangelização à qual a Igreja propõe no mundo atual.

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Fonte: Portal Um